Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Cenas que me causam rugas em partes aleatórias do corpo

Está actualmente em exibição o novo filme do homem-aranha. Considerações cinematográficas à parte, ao visualizar o trailer tive uma espécie de flash, sinal de que alguma coisa não computou no meu cérebro.

Vamos por partes:
- O homem-aranha deve os seus poderes a uma picadela de uma aranha radioactiva, certo? Certo.
- Esta picada fez com que o seu corpo sofresse mutações, passando a ter várias das capacidades e características das aranhas, certo? Certo.
- Uma dessas características é a capacidade de produzir teias, certo? Certo.

Então porque raio as teias lhe saem pelos pulsos e não pelo mesmo sítio das aranhas? Bem sei que cinematograficamente não seria tão apelativo ver o homem-aranha a expelir teias pelo cu, mas seria bem mais verosímil! Claro que depois alguns criminosos mais sensíveis poderiam queixar-se das teias terem um cheiro estranho e não serem brancas, mas quem é que liga às queixas da ralé da sociedade?

Espero que se juntem a mim nesta cruzada para tornar o homem-aranha mais realista, a minha carta indignada já seguiu para os estúdios!
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 31 de maio de 2017

E narizes, não fazem?

Confessa lá, costumas ou não utilizar a expressão “fazer ouvidos de mercador”? Nem precisas de responder, esse enrubescer repentino já o fez por ti!

Esta é uma expressão bastante antiga, com mais de 17 anos, sendo que há pouco tempo captou a minha atenção.

É proferida quando se quer insinuar que alguém está a evacuar no que lhe dizem, não ligando pevide e fazendo-se de surdo ou desentendido. Ora tudo isto é muito bonito, se não fosse parvo. Comecemos pelo princípio: que raio é um mercador? Um comerciante? Um grossista? Um frequentador de mercados? Talvez seja tempo de actualizar esta expressão e substitui-la por uma profissão mais recente. Mas, se quiserem dar mesmo a ideia de alguém que se marimba no que lhe dizem, que tal substituir “mercador” por “ditador”, “adolescente” ou “morto”? Garanto que traduziria muito melhor a intenção.

Ainda mais porque tenho os comerciantes em conta de malta com os sentidos bem apurados. Nunca ouviram dizer que alguém tem olho para o negócio? Quem nos diz que não tem também ouvido? De que outra forma poderia ouvir a clientela e ajustar a sua oferta aos seus pedidos?

A não ser que esta expressão tenha surgido devido a um acidente. Imaginem um mercador que, por um motivo qualquer, tenha ficado sem uma orelha. Pode perfeitamente ter recebido um conselho “olha, vai ao Dr. Etelvino, consta que faz uns ouvidos de mercador à medida”.
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 4 de março de 2017

Até sempre, Teté

Partiu a amiga, ficam as lembranças de uma linda amizade.

Nunca te esquecerei, Teté.

Um beijinho,
Jorge

PS: o Rafeiro manda-te um Rauf

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

And the Oscar goes to...


Infelizmente quando estava a fazer o discurso de agradecimento fui interrompido pela organização, com a informação que afinal o vencedor era a Lassie. Grandessíssima cadela...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado


PS: desenho feito pelo enorme Carlos Rocha. Muito obrigado e um grande abraço, amigo!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Protege-te, elefante cor de rosa!

Pronto, tira lá esse ar incrédulo, vou finalmente escrever sobre esse acontecimento traumático que atingiu Portugal recentemente e que se destacou como um dos eventos que marcaram 2016: o encerramento do Elefante Branco.
Para as sete pessoas que não conhecem este estabelecimento, posso dizer-vos que era uma instituição histórica, onde imperava o relacionamento humano e a troca de experiências, muitas vezes com uma elevada componente internacional, num contexto de fluxo monetário unidireccional. Isso, uma casa de prostitutas.

Com o encerramento deste estabelecimento, abre-se um buraco na noite lisboeta, um entre muitos que ficam sem preenchimento à vista.

Tratando-se de um estabelecimento histórico e que seguramente tinha o seu papel na economia e tradição, não se percebe o silêncio e inacção do Governo. Por que raio não foram tomadas medidas para dinamizar o negócio, quando se percebeu que algo ia mal? Se existe o cheque-dentista para fomentar a higiene dentária dos portugueses, porque não criar o cheque-queca, para permitir aos machos lusos o desanuviar hormonal e assim prevenir a violência doméstica? Até se podia criar uma rubrica no IRS onde se pudesse descontar as despesas neste estabelecimento, tudo em nome de defender uma instituição secular!

A própria religião ficou a perder, pois desde que o Elefante Branco fechou, a quantidade de “ai meu Deus” que deixou de ser proferida é impressionante! E nem me vou referir à questão ecológica, pois é sabido que o elefante é um animal em vias de extinção. Os albinos, então, contam-se pelos dedos de um pé!

De um ponto de vista meramente teórico e retórico, fica aqui lavrada a minha indignação!
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Hooo! Hoooo! Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!


Perto do Natal, eis o diálogo que aconteceu numa Repartição Pública longe de ti:

Funcionário Público: Senha 2!
Pai Natal: Sou eu, sou eu! Bolas, quatro horas de espera, já me devem ter rebocado o trenó.
FP: Então o que é que o senhor deseja?
PN: Olhe, tenho uma série de assuntos para tratar.
FP: Ui, não sei se é este o guichet certo…
PN: Mas eu ainda nem disse os assuntos!
FP: Pois, mas disse “série”, vamos lá a ver se consigo tratar disso antes do almoço.
PN: Bem, queria renovar a minha carta de condução e pagar o Imposto de Circulação do trenó.
FP: Pois, logo vi, não é aqui.
PN: Então é onde? Eu tirei a senha do “diversos”!
FP: Sim, mas o senhor não tem assuntos diversos, tem assuntos concretos. E por acaso traz a documentação toda?
PN: Documentação? Mas qual documentação?
FP: Olhe, assim de repente, no que toca ao trenó, vai precisar do Registo de Propriedade, do Boletim de Veterinária actualizado, do certificado da Inspecção Obrigatória e de prova do pagamento do seguro.
PN: Mas eu nunca tive essas coisas!
FP: Então temos o caso mal parado, vai pagar coimas pelos anos em atraso.
PN: Então esqueça o trenó por enquanto. E a minha carta de condução?
FP: Vamos ver. Tem a sua identificação?
PN: Mas o senhor não sabe quem eu sou?!?
FP: Aqui todos os cidadãos são iguais perante a administração pública.
PN: Porque é que sorriu ao dizer isso?!?
FP: Por (hi hi hi) nada, por (hi hi hi) nada! Ouça, como estamos no Natal vou tentar ajudá-lo. Primeiro vamos preencher a papelada. Nome completo, por favor.
PN: Pai Patranha das Grandes Natal.
FP: E a filiação?
PN: A minha filiação? Mas eu sou o Pai Natal!
FP: Está bem, mas até esse teve de ter um pai e uma mãe, certo? Isso de geração espontânea já não acontece há mais de 2000 anos!
PN: Bem, há quem diga que a minha mãe foi a Coca-Cola…
FP: A Coca-Cola?!? Então e o pai, não me diga que é o Dr. Pepper!
PN: Eu sei lá quem é o pai! Olhe, meta incógnito!
FP: Muito bem. Residência?
PN: Eu sou um cidadão do mundo!
FP: Olhe que o último que disse isso não lhe correu muito bem a coisa. Mas não tem uma morada?
PN: Pronto, na Lapónia.
FP: E isso fica em que distrito?
PN: Na Finlândia, claro!
FP: Pois, mas nós aqui só tratamos de cartas nacionais, para internacionais tem de ir ao guichet… ups, hora de almoço! Adeusinho!
PN: Adeusinho o catano, eu exijo ser atendido!
FP: Pois, eu também exigi uma PS4 no último Natal e tive de me contentar com umas meias de xadrez. Fui.

Até sempre e um feliz Natal, amigos rafeirosos!
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Só me apetece uivar…

Trump foi eleito presidente dos EUA.

Hoje é só isto, pois para texto cómico / trágico / ficção científica / fantástico / terror / suspense / histórico é mais que suficiente.

Até sempre (que é capaz de ser breve),
Rafeiro Perfumado


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Deves ser coisa…

Quem é que nunca utilizou a expressão “deves ser bruxa”, quando se depara com uma situação em que aparentemente alguém adivinhou o desenrolar de um acontecimento?

Antes que digas “eu, eu, eu!” todo feliz, deixa-me dizer-te que esta expressão é parva. Que eu saiba ser bruxa tem conotações com feitiços, verrugas no nariz, gatos pretos e vassouras, não com dons premonitórios. Em todos os filmes e bandas desenhadas que vi (e se foram muitos), as bruxas limitam-se a ver o que está a acontecer num qualquer local, graças a uma bola de cristal ou um caldeirão seboso, mas não o que vai acontecer. Aliás, se as bruxas fossem capazes de prever o futuro, todas andariam revestidas a amianto, pois ficariam a saber que o seu destino era uma fogueira.

Essa malta que aparentemente adivinha o que vai acontecer denomina-se de oráculo, adivinho, cartomante e outras denominações trafulhas, mas não bruxas, entendido?

Dito isto, mais uma vez, vamos lá a actualizar esse reportório de expressões populares, sob pena de quando disseres a alguém “deves ser bruxa” receberes como resposta “e tu deves ser parvo, por não te instruíres no blog do rafeiro”. Até parece que já estou a ver isso acontecer e tudo…
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Esfrega-me com jeitinho!

Apesar de me considerar um tipo com bastante experiência de vida, há algumas facetas desta que ainda me escapam, umas por falta de tempo, outras por falta de dinheiro, outras ainda por falta de vontade.

Dentro destas existe uma sobre a qual sempre ouvi dizer maravilhas, desde que bem executada. Antes que a vossa imaginação doentia vos leve para sítios menos próprios, estou a referir-me às massagens. Com efeito, nunca fui massajado à séria, isto se não contabilizarmos as horas de ponta no metro.

Já por diversas vezes estive tentado a experimentar essa cena, mas confesso que me causa alguma impressão deixar alguém estranho esfregar-me o corpo nu, especialmente se não tiver estado com essa pessoa diante de um padre. Ok, a imagem não é a melhor, mas acho que dá para perceber.

Mas aprofundemos mais esta parte. Por um lado, a massagem ser dada por um homem. Bem sei que é um serviço profissional, mas mesmo assim… e se aquilo lá em baixo mexe? Terá sido pelo prazer da massagem ou o início do ruir de toda uma vida dedicada à heterossexualidade?

Imaginemos agora a massagem ser dada por uma mulher. Como fazer para aquilo lá em baixo não mexer e causar o efeito “tenda de campismo”? Isto significa que, independentemente do sexo do autor da massagem, eu me encontraria num tal nível de stress que a mesma poderia ser contraproducente!

Por outro lado, as ofertas existentes. Há massagens para todos os gostos e feitios, tanto em termos de localização como de tempo. É aí que surge a minha outra dúvida. Imaginemos que a massagem é por área, digamos as pernas. Vão-me dizer que cobram a mesma coisa a um jogador de basquet e ao Tyrion, da Guerra dos Tronos? E quando contratamos 30 minutos de massagem, existe um alarme que acaba com a actividade, mesmo que nessa altura é que estivesse a começar a ficar interessante? Seria mais justo as casas de massagens terem nos seus quadros engenheiros, que conseguissem calcular a área do corpo e assim fazer uma estimativa real do custo da massagem a cada zona, de outra forma acho que corremos o risco de ser enganados!
 
É por causa deste mar de dúvidas que continuo ignorante relativamente a este tema, ainda mais porque a minha jove não me deixa experimentar umas casas de massagens tailandesas que vi anunciadas no jornal. É uma xenófoba, é o que é…
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado